sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Miniconto: A MORTE DO SENHOR DEMÓSTENES

A MORTE DO SENHOR DEMÓSTENES 
Uma carta anônima recebida pelo senhor promotor levantou suspeita de envenenamento na morte do senhor Demóstenes Sotero, mais conhecido na sua cidade como o “perfeito avarento”. Homem de muitas posses, sua viagem sem retorno foi interessante para muitos parentes. O juiz determinou que o corpo fosse desenterrado para nova perícia. Cidade pequena, grande assunto. O povo, sempre curioso, invadiu o cemitério. Até parecia uma festança municipal. Não faltaram vendedores de garapa, picolé e milho verde. Quando aberto o caixão, surpresa para todos: O corpo estava deitado de lado, a língua de fora, como se estivesse assim para molhar os dedos e contar dinheiro. Em suas mãos havia milhares de reais em notas mofadas e puídas. Moedas de ouro e de prata pularam dos bolsos quando mexeram com ele. Alguns parentes, espichando os olhos, contavam com tristeza a pequena fortuna que ficara de fora na divisão da herança. Alguns até choraram lágrimas crocodílicas. Porém nada foi constatado e o assunto foi encerrado. Passado alguns anos, só os parentes em suas conversas reservadas lembram ainda com saudade doída daquelas notas, daquelas moedas.

" O mundo até pode ser dos vivos, mas quem ri por último é o coveiro."

Dilma se reuniu por três horas com Lula, ontem

A gerentona do nada foi falar com o papai sabe tudo;  não tinha nada pra fazer mesmo. Ainda bem que neste país abençoado não temos secas e nem enchentes...

"No Brasil não prevenimos nem as cáries, menos ainda enchentes e outras desgraças."

"Não uso cuecas. Nem calças com zíper."(Climério)

" Não sei escolher minhas namoradas. Clotilde tinha bafo de urubu, e Romilda carregava no sovaco uma cabeleira cheia de caspas."(Climério)


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