quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Miniconto- O Divino Imperador


O DIVINO IMPERADOR

O Divino Imperador, cheio de pompa e cercado por duas centenas de guardas caminhava pela Avenida Imperial próximo do povo. Nas esquinas e praças, estátuas e fotos do ungido celestial. Sorria e acenava para seus súditos, adornado de diamantes e ouro; era adorado como um deus, todos se curvavam diante da sua presença. Naquele dia, quando ele pisou os primeiros degraus que o levariam ao palácio real, o inusitado aconteceu: o Divino Imperador soltou gases e não foi só isso, se cagou todo. No meio da multidão um republicano não se conteve e gritou: Divino que nada! Cagou-se! Humano, demasiado humano! Foi enforcado.

"Sempre chego atrasado. No tempo das lambretas eu andava montado numa cabrita. Posso dizer que não fiz sucesso." (Climério)

"Se o meu presente não recomenda, imagine só o meu passado." ( Climério)

Pela manhã

Bêbado, fui dormir com uma pombinha. Passado o porre, lá estava eu nos braços de um dragão. Sai da cama com cheiro de enxofre. Larguei da cachaça. (Climério)

Fama

Nunca tive os meus quinze minutos de fama. Mas em compensação já tenho mais de vinte mil horas de cama.
(Eulália)

"Algumas crianças são tão más que até parecem adultos."

"Quase sempre os filhos imitam os pais naquilo que eles têm de pior."

"Gente ruim pode até nascer com seis meses que não morre."

"Não existe o marido perfeito. No máximo você poderá encontrar um marido prefeito".(Eulália)

"Sinto pelos vibradores uma certa afeição."(Eulália)

"Minha juventude foi marcada por muitas namoradas e chifres."(Climério)

Pelo

Muito pelo às vezes assusta. Uma antiga namorada minha carregava quase uma peruca no sovaco.
(Climério)

Brasil não é Cuba

Os jornalistas Ivanildo Sampaio e Ernani Régis contam no livro “Quincas Borba no Folclore Político” a reunião de Leonel Brizola com amigos, em 1982, quando decidiu disputar o governo do Rio de Janeiro. Um jovem esquerdista insistia para que o manifesto de lançamento da candidatura propusesse reforma agrária e distribuição de renda radicais. Com a prudência curtida em anos de exílio e sofrimento, Brizola descartou:
 - Meu filho, o Brasil não é Cuba nem a burguesia brasileira cabe em Miami.
CH

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