quarta-feira, 3 de outubro de 2012

A padeira de Voltaire


Em 1758, aos sessenta e quatro anos de idade, já consagrado como o maior filósofo de seu tempo, Voltaire retira-se para Ferney, uma aldeia na fronteira franco-suiça, onde levaria por mais vinte anos, até a sua morte, uma vida tranquila em companhia da sua sobrinha (e provável amante) Madame Denis.
Quando escreve esta breve carta, em 1772, já se tornara, havia pelo menos duas décadas, um dos homens mais célebres da Europa. Os menores de seus feitos e gestos eram comentados nas gazetas e em folhetos avulsos. Um pintor genebrino, Huber, chegou a descrever sua vida cotidiana em inúmeras aquarelas, desenhos e quadros, dos quais se extraiam gravuras que circulavam por todo o continente. Voltaire era constantemente observado e comentado em palavras e imagens.
O cavaleiro de Boufflers, que visitou o filósofo em sua casa de Ferney, considerou que espalhava benesses entre a população vizinha: “Dado o esforço e o bem que faz [...] acaba sendo o rei e o pai da região onde mora”.
É nesse contexto que se pode imaginar o filósofo, com quase oitenta anos, tomando ele próprio a pena para escrever uma carta a pedido de sua padeira, num momento em que as colheitas provavelmente haviam sido fracas. Voltaire pede, ou melhor “roga”, que um vizinho consiga trigo para a “senhora François, padeira em Ferney, que precisa muito dele para continuar sua atividade” (e garantir também diariamente o pão de Voltaire).

A observação de Boufflers a respeito do cuidado e do carinho de Voltaire com relação à população vizinha de sua propriedade parece adquirir com esta carta todo o seu sentido e medida. Esta intervenção do “senhor Ferney” confirma seu papel de benfeitor da população, mesmo modesta, do vilarejo onde resolvera retirar-se do mundo.
Há mais de duzentos anos que as cartas de Voltaire são avidamente colecionadas por seus inúmeros admiradores e a maioria delas se encontra hoje em instituições, museus ou bibliotecas. Ainda circulam algumas pelo mercado, mas raramente com uma mensagem tão curta e direta como nesta.

Observar animais 'fofinhos' aumenta produtividade

Um elefante seria um animal fofinho? E o animalzinho que aqui escreve, do alto dos seus 118 kg?

O MUAR- Em nova pesquisa Datafolha Celso Russomano cai mais que pitanga madura em dia de vento forte

Caindo do caminhão de mudança


Tensão do julgamento
Depois do voto de segunda-feira de Celso de Mello no julgamento do mensalão – aquele citando os “marginais no poder” – há ministros no STF que acreditam que até mesmo Ricardo Lewandowski pode rever algumas de suas posições.
Veja o que diz um deles:
- Depois do voto do Celso, o Lewandowski ficou como que um cachorro que caiu do caminhão de mudança.
Por Lauro Jardim

Ladrões de todos os matizes, uni-vos! Todos os caminhos levam à OEA.

HUMOR A Charge do Chico Caruso



A Charge do Chico Caruso


Miniconto- Dia Ruim

DIA RUIM

Ele acordou dentro do ataúde fechado. Acendeu a lâmpada e viu que relógio havia parado. Droga de relógio falsificado! Ninguém mandou fazer economia, ralhou consigo mesmo. Que horas serão? Dia ou noite? Apanhou uma bala de hortelã para dar um lustro no bafo, que estava horrível. Bateu o pó do smoking, fechou os botões e foi abrindo a tampa do caixão bem devagar. Percebeu que era noite e respirou aliviado. Foi à geladeira e tomou seu diário copo de sangue. Porra! Sangue azedo. Cuspiu diversas vezes querendo tirar o gosto, mas por azar cuspiu em cima do sapato novo. Irado, transformou-se em morcego e saiu batendo asas rumo ao Banco de Sangue em busca do desjejum.
- Está uma merda ser vampiro!

“Quando o vento não sopra a nosso favor o negócio é se amoitar.” (Climério)

“Quem espera demais pelos outros pode acabar encontrando outros também na sua cama.” (Limão)

“Nem todos os políticos são ruins, mas o páreo é duro.” (Limão)

“Na hora de votar não dê um tiro no próprio pé. Vote consciente animal!” (Climério)

Seleção brasileira chega à Argentina sem dar entrevistas

Escondendo o jogo e também a língua.

O MUAR- Em bravata, Valdemar da Costa Neto se trai: 'Não sou inocente'

Se ele diz...

“Gostaria de convidar o Chico Buarque para ficar um mês como hóspede em minha casa. Na casa de Fidel é mole!” (Cubaninho)

“Há muito diálogo em Cuba. Sem nada para comer, as famílias sentam à mesa para conversar.” (Cubaninho)

"Durmo tão mal que já estou pensando em morrer para dormir bem.” (Limão)

“Às vezes é saudável fazer-se de surdo.” (Mim)

“A mentira no ambiente político é bem maior que a calcinha da nona.” (Climério)

Mala profissional

O sem-votos (somou 27 mil em sete eleições), Levy Fidelix (PRTB) é um candidato profissional. Ele sobrevive dos R$ 1,5 milhão do fundo partidário, quase R$ 130 mil por mês, em média. Nada mal.

Ministro em bar dá nisso

Orlando Silva, aquele que usou cartão corporativo até para comprar tapioca, era ministro do Esporte quando foi com amigos ao bar Barcelona, em Brasília. Bar lotado, ele gritou para o garçom:
- Me vê aí um prato de anéis de lula!
Outros freqüentadores do bar começam as gozações:
- Vai pagar com cartão corporativo, ministro?!
- Vão-se os anéis e ficam os dedos? Que dedos?
Orlando Silva apenas abaixou a cabeça e sorriu, encabulado.

CH

Prefeito assassinado participa da disputa eleitoral em Minas Gerais

FotoEX-PREFEITO JOÃO RAMOS
Fato curioso. Um ex-prefeito assassinado em 2008 participa das campanhas eleitorais de Minas Gerais. João Ramos (PTB) era prefeito de Mariana, na região mineira. Atualmente, as gravações com suas declarações aparecem na propaganda eleitoral do atual chefe do executivo municipal, Roberto Rodrigues (PTB), que disputa a reeleição com apoio da viúva da vítima, a também ex-prefeita Terezinha Ramos. "Prezados eleitores de Mariana, mais uma vez peço: vote no 14, os candidatos da nossa coligação, para o bem de Mariana. Muito obrigado a todos", declara o ex-prefeito na gravação. O ex-prefeito, que já havia comandado o município três vezes, foi executado com quatro tiros em maio de 2008. Dois meses depois, a Polícia Civil mineira acusou o empresário Francisco Assis Carneiro, o Chico da Farmácia, de ser o mandante do crime.

Fonte- Claudio Humberto

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