sábado, 3 de novembro de 2012

Apertando os olhos


APERTANDO OS OLHOS

Tarde amena. O homem olhava pela janela do apartamento que visitava interessado em comprar. Estava ele no décimo andar. Observava no prédio vizinho uma mulher que se despia em frente ao espelho. Logo surgiu um jovem que começou a beijá-la sem parar. Cheio de curiosidade continuou olhando para ver no que dava. Deitaram-se na cama, ele ainda vestido. Resolveu ligar para sua mulher para contar o que estava acontecendo. A mulher pelada largou o jovem e apanhou na bolsa o celular que tocava. Foi aí que ele franziu o cenho e apertou os olhos para tentar enxergar com maior clareza quem era ela.

Elefante consegue pronunciar cinco palavras em coreano

Esse elefante está me deixando com complexo de inferioridade.

Adriano falta a mais um treino - e estica a folga no feriadão

Será que ele voltará antes do carnaval?

Inépcia evidente

Certa vez o deputado Luiz Viana Neto começou a discursar na Câmara:
- Filho e neto de governadores da Bahia...
- Não apoiado! – interrompeu Francisco Studart, seu adversário.
- Filho e neto de governadores da Bahia... – continuou.
- Não apoiado! – interrompeu novamente o oposicionista Studart.
- Mas, deputado, eu sou mesmo filho e neto de governadores...
Studart corrigiu, arrancando gargalhadas no plenário:
- Perdão, excelência. Entendi mal: “filho inepto de governadores”...
CH

Modesta Proposta, de Jonathan Swift

Fonte: Blog do Janer
MODESTA PROPOSTA *

para impedir que as crianças pobres da Irlanda sejam um fardo para seus pais ou para o País e se tornem úteis ao Público.

Jonathan Swift 


É melancólico para aqueles que passeiam por esta grande cidade ou viajam pelo campo, ver as ruas, as estradas e as portas dos casebres repletos de mendigas, seguidas de 3, 4 ou 6 crianças esfarrapadas importunando o viajante em busca de esmolas. Essas mães, em vez de trabalhar para ganhar a vida honestamente, se vêem obrigadas a perder seu tempo na vagabundagem, mendigando para seus filhos desamparados que, logo que crescem, se tornam ladrões por falta de trabalho ou abandonam seu querido país natal para lutar como mercenários na Espanha ou serem vendidos na Ilha Barbada.

Creio que todos os partidos estarão de acordo em que esta prodigiosa quantidade de crianças nos braços, nas costas ou nos calcanhares das mães, e muitas vezes dos pais é, no deplorável estado atual do Reino, um grande agravo adicional; e portanto, quem encontrasse um método razoável, econômico e simples para fazer destas crianças membros úteis do Estado mereceria agradecimentos do público, além de ter sua estátua como salvador da Pátria. 

Mas minha intenção está longe de se limitar aos filhos dos mendigos profissionais, vai mais longe e inclui todas as crianças de uma certa idade, nascidas de pais tão incapazes de sustentá-las como as que imploram a nossa caridade pelas ruas. 

Pela minha parte, tendo há muito anos aplicado o meu pensamento a tão importante assunto, e pesado, de maneira amadurecida, as diferentes propostas de outros planejadores, vi-os sempre errar de maneira grosseira nos seus cálculos. É verdade que uma criança recém-nascida pode ser sustentada pelo leite materno durante um ano, com escasso alimento extra, que custam 2 xelins no máximo, que a mãe pode com certeza obter, ou seu equivalente em migalhas, no seu ofício legal de mendiga; e é exatamente quando as crianças têm um ano de idade, que eu proponho olhar por elas, de tal maneira que, em vez de serem um encargo para os pais ou para a paróquia, ou ficarem à espera de comida e roupa para o resto da vida, possam, pelo contrário, contribuir para alimentar e, em parte, vestir milhares de pessoas. 

Uma outra grande vantagem do meu projeto é que ele evitará abortos voluntários e o horrível costume que as mulheres têm de matar os filhos ilegítimos, coisa muito comum entre nós, sacrificando, suspeito eu, as pobres crianças inocentes mais para evitar as despesas do que a vergonha, o que arrancaria lágrimas e piedade no peito mais selvagem e desumano.

Sendo o número de almas deste Reino avaliado geralmente em 1,5 milhão, entre as quais, eu calculo, devem ter aproximadamente 200 mil casais cujas mulheres são reprodutoras; deste número extrairei 30 mil, que se encontram em situação de manter seus próprios filhos, embora pense que nem sejam tantos assim, dada a situação de miséria em que se encontra este Reino; mas, admitindo isso, sobrarão 170 mil mulheres reprodutoras. Descontarei ainda 50 mil para as mulheres que abortam, ou cujos filhos morrem por acidente ou doença ainda no primeiro ano. Sobram, por ano, 120 mil crianças, filhas de pais pobres. A questão é, portanto, como este número será criado e sustentado, o que é, como já disse, no estado atual dos negócios, completamente impossível pelos métodos até agora propostas; pois não podemos empregar como artesãos ou agricultores; não construímos casas (refiro-me aos campos) nem cultivamos a terra; é muito raro que possam viver do roubo antes dos 6 anos de idade, a menos que sejam bastante precoces, embora eu creia que aprendem muito mais cedo os rudimentos, tempo esse que podem, pelo menos, ser consideradas apenas como postulantes, como me informou um distinto cavalheiro do condado de Cavan, que me garantiu só ter encontrado um ou dois casos abaixo da idade de 6 anos, mesmo numa parte do Reino tão afamada pela precocidade em tal arte. 

Os nossos comerciantes me garantem que um menino ou uma menina antes dos 12 anos não é uma mercadoria vendável, e mesmo nessa idade, não valem, no mercado, mais de 3 libras ou 3 libras e 1/2 coroa no máximo, o que não compensaria os pais ou o Reino, custando as despesas de alimentação e farrapos pelo menos 4 vezes esta soma. 

Eu vou agora, portanto, propor com toda a humildade as minhas próprias idéias espero, não provoquem a menor objeção. 

Um jovem americano muito entendido, que conheço em Londres, me assegurou que uma criancinha saudável e bem criada constitui, com um ano de idade, o alimento mais delicioso, nutritivo e completo, seja cozida, grelhada, assada ou fervida; e não duvido que possa ser igualmente servida para um guisado ou um ensopado. 

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