sexta-feira, 25 de abril de 2014

Lágrimas em vão

Cantídio Guerreiro era presidente da Funai e estava visivelmente abatido quando os jornalistas chegaram para uma coletiva:
- Estou aqui para dar uma triste notícia: o lamentável assassinato do cacique xavante Celestino – disse, emocionado.
- Já foi enterrado? O sr. foi ao enterro? Perguntaram os repórteres.
Ele deu detalhes do crime “contra a humanidade” e encerrou, desolado. Mas, no dia seguinte, sua assessoria avisou que tudo era um engano, Celestino estava vivo.
Cantídio viajou de fininho para São Paulo, onde ficou recluso – e envergonhado.
DP

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